sexta-feira, 17 de julho de 2026

Êxtase

Não há como viver de outra forma que não assim: à beira do êxtase. Parece cansativo, eu sei. Mas se não assim, como? Se a vida apresenta as mais intensas sensações. Será a vida mesmo, ou sou eu quem a enxergo assim? Ja não importa se eu procuro o tal “caos” ou se ele é quem me chega. Não há economia de vida. As novidades me gritam que tem muito mais a sentir. A vontade do berro mudo me vem mais uma vez, mas dessa vez, é diferente. Ela vem na caminhada com o moletom gigante de pelinhos, a calça jeans larga, a bota, a bolsa grandona e o fone de ouvido que traz aquele samba… sim, aquele lá! Porque, meu amor, “eu perfumei o corredor e tem muita flor pra todo lado”.

Dança, menina.

 Ta tudo bagunçado e o fast food faz seu papel de salvar uma alma quase perdida.

Tantas coisas vêm à cabeça, e, de alguma forma, Rubem Alves está sempre cá dentro da mente relembrando que Ostra Feliz Não Faz Pérola.


Dias como o de hoje permitem o caos. 

O “caos caótico”, mas também o “doce caos”. Ainda bem! 


Pois como bem já disse Nietzsche: 

-"É preciso ter o caos dentro de si para gerar uma estrela dançante".


Dança, menina, dança!