terça-feira, 10 de novembro de 2015
Começo, meio e fim
A casa, a profissão, a família, os objetivos, as obrigações, a internet, o celular, os outros, a vida, por vezes nos faz estar em constante aceleração. Um dia após o outro e por vezes esses dias não parecem ter intervalos. Um se sobrepõe ao outro na constante busca pelas conquistas e na verdade o que parece é que os dias não têm começo, meio e fim. Um dia se embola no outro de tal forma que já não sabemos o que comemos pela manhã, ou como terminaremos ESSE dia. Tudo isso também ocorre quando estamos na inércia, no vazio, ocos e se sentindo sem função. Os dias também parecem ser todos o mesmo dia. Chegou a hora de desacelerar, de entender, de se concentrar, de deixar o celular e os outros pra lá por alguns momentos que precisam ser somente seus. É hora de se lembrar que cada dia é único e que cada um pode ser diferente. É hora de fazer as coisas com calma, sem cobrança, vivenciando cada instante. Descobrir a sua própria maneira de começar e terminar cada dia, para que esteja descansado e firme para o próximo completamente novo que virá. Pois sim, certas coisas precisam ter começo, meio e fim. (Francis Helena Cozta)
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Beleza
Estou gostando do que é de verdade. Estou gostando de cabelos despenteados, de gente que ri pra valer, de postura autentica, de leveza, de sutileza, de delicadeza. Estou gostando de rugas, de olheiras, de pintas, de manchas, cicatrizes, de gente como se é de verdade. Estou gostando de tudo que é suave e natural. Estou gostando do imperfeito ao olhos de uma sociedade viciada em falsos padrões. Estou gostando do invisível, da essência e da verdadeira beleza. (Francis Helena Cozta)
A mim
Se a mim fosse concedido, eu pediria a Deus para que jamais o cansaço físico me pegasse, para que eu pudesse desfrutar de todas as belezas concedidas a mim, sem se cessar. Se a mim fosse concedido, eu pediria a Deus ter além de cinco sentidos para sentir a beleza constante do viver. Se a mim fosse concedido, eu pediria a Deus que os segundos tivessem uma duração a mais para que o meu querer fosse além do ser. Se a mim fosse concedido, eu apenas viveria na plenitude dessa paixão que me assola a cada instante. Há muito e muito mais, e muito além. Apaixonada por mim, pela vida, pelos dias passados e pelos bem próximos que estão por vir. Apaixonada pelas conquistas, pelo viver de cada instante, e pela felicidade agora sentida. Se a mim fosse concedido, eu pediria a Deus para viver eternamente assim. Se a mim fosse concedido, toda possibilidade se tornaria vivência. (Francis Helena Cozta)
Ilusão
O que se faz mundano é ilusório. Sua ira é uma ilusão, seu desassossego sobre o burocrático, o previsível, o irritável, é uma ilusão. A matéria faz crer na realidade infundada, no pesar da mente, no desejo humano. E após a penúria, vem o despertar... Mais uma vez, mas diferente dessa vez, pois todo novo despertar é distinto. O sentir, o ser, o estar... Ah, doce realidade... Tú és a verdade da essência evolutiva... Tú és uma partícula do divino habitada no ser.(Francis Helena Cozta)
Éfe
Fluência.
Flutua, tua... Consciência.
Fluir, ir... A florir e repartir.
Fluxo. (Francis Helena Cozta)
Flutua, tua... Consciência.
Fluir, ir... A florir e repartir.
Fluxo. (Francis Helena Cozta)
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
18 anos
Há 18 anos, 8 meninas com uniformes verdes e maria-chiquinhas entrariam na casa de milhões de brasileiros com uma certa missão. Há 18 anos, 8 meninas já moravam há 2 meses num país com língua e costumes até então desconhecidos. Há 18 anos essas mesmas meninas marcariam de tal forma a vida de uma geração, que se alguém tivesse previsto, ninguém acreditaria. Há 18 anos descobriríamos que "a vida é uma festa de sons, só tem que escutar com atenção". Há 18 anos estaríamos sempre atentos para "ver sair o Sol para se dar conta que o dia vai ser bom" e saberíamos que "as palavras só te dizem um pouquinho da verdade, os olhares nunca mentem, falam com sinceridade". Há 18 anos atendo também por outro nome que não o meu de batismo. Há 18 anos sou "Cris" para desconhecidos, colegas, amigos, professores e fãs.
Minha doce e apaixonada Cris, presente da minha vida, sou tão você e você se tornou parte de mim. Quantas vezes quis te esquecer, mas como fazê-lo se todos os dias me fazem lembrar de sua existência em minha vida. Minha menina ingênua, talvez somente esse ano tive a coragem de cortar literalmente suas tranças. Mas de algum modo você continuará apaixonada, doce, inteligente, ingênua, querendo emagrecer e casar com o Mosca. Não existe possibilidade de esquecer o que nos toca o coração. E hoje com muito orgulho do vivido me sinto abençoada por ter feito parte de alguma forma, da formação de muitas crianças. Hoje, essas crianças que se tornaram adultos, ao chegarem a mim e me perguntarem: -"Você é a Cris?" - me fazem enxergar em seus semblantes o lado mais puro que têm. Suas fisionomias voltam a ser as mesmas de 18 anos atrás. Obrigada Senhor pela bênção de viver tudo isso, afinal "quem foi que disse que inventava uma poesia de amor... FUI EU QUEM DISSE!" (Francis Helena Cozta)
Encontro
Não existe mais qualquer adversidade. O desassossego leve é somente por querer mais essa sensação. A todo momento uma nova mudança. O externo se torna de fato um espelho do que há por dentro. O constante sorriso leve se faz presente. É acessível. Tão necessário. Viver sem se torna inimaginável. O todo de tudo se interliga e toca o que pode haver de mais profundo. Vive-se agora o que é mesmo real. A compreensão do caminho individual, a ausência de comparações, o olhar para dentro, a tranquilidade no pensar, a leveza no pesar, o viver em si, o entendimento da missão, a consciência dos pensamentos, o olhar próprio em relação ao mundo, o desfazer das vendas, o amadurecimento, a tranquilidade, o amor, a transformação, a Sua presença. Os cinco sentidos se tornaram pequenos. Me encontrei Contigo. (Francis Helena Cozta)
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