sábado, 9 de janeiro de 2016
Versão
Estar aquém do que se pode ser. Escolher o falso conceito de se estar na zona de conforto. Falso conforto. Na verdade, não há conforto algum. Ser apenas um pedacinho do que se pode ser. Ser alguém menor e conformado. Porque? Porque não ser mais, ser melhor, ser forte, ter coragem e virar o jogo da própria vida. Tomar as rédeas da própria existência. Abrir olhos, ouvidos, e pensar no presente. Esquecer o passado, na verdade, não cultivar o que já foi. Estar atento ao que é agora. Porque não ser a melhor versão de si mesmo? Porque é desafiador, requer coragem, auto conhecimento, força e a certeza de que se pode ser muito mais feliz! Feliz! Virar o jogo é difícil e exaustivo, mas não vira-lo também é difícil e exaustivo, com o agravante de ser frustrante. Então de fato a melhor opção é a mudança baseada na coragem, sem fugas, sem desculpas, sem apontar terceiros por seu fracasso, sem pensamentos no passado, sem culpar o tempo, sem a falsa segurança de pensar que está bom do jeito que está, sem a auto punição, enxergando o ser capaz, único e iluminado que se é. Olhando para seu próprio eu, para assim tornar-se então, a melhor versão de si mesmo. Ser tudo que se pode ser. Tem um mundo lindo lá fora. (Francis Helena Cozta)
Diferente
Tudo diferente, nada como previsto, mas docemente planejado. É de nascença. Feitos atraídos pelo suave querer. Mistura da experiência, da pratica e da sensibilidade. Só podia ser assim. Tudo como se permite ser. Estado da serenidade mais festiva. Vivência do que se escolhe. Infinidade de sensações. Convivência com eleitos e dispostos. Tudo vivido ao extremo, por completo e repleto. A certeza de estar. A tranquilidade da busca. A aceitação do que é nato. A permissão de ser. A liberdade de sentir. Os mais lindos sentimentos permeados de "A" a "Z". Tudo faz sentido, tudo é sentido. Tudo diferente. O meu "Cozta" é com "Z". (Francis Helena Cozta)
Segunda
Um promessa, pois é segunda.
Uma chateação, pois é segunda.
Uma esperança, pois é segunda.
Um recomeço, pois é segunda.
Uma desculpa, pois é segunda.
Uma feira, pois é segunda.
Uma chance, pois é segunda.
Segunda-feira, segunda chance, como ser segunda se é a primeira da lista de inícios.
Hoje vai, hoje tem, hoje vou, hoje... Hoje não! Se fosse primeira, quem sabe, mas hoje é segunda.
(Francis Helena Cozta)
Uma chateação, pois é segunda.
Uma esperança, pois é segunda.
Um recomeço, pois é segunda.
Uma desculpa, pois é segunda.
Uma feira, pois é segunda.
Uma chance, pois é segunda.
Segunda-feira, segunda chance, como ser segunda se é a primeira da lista de inícios.
Hoje vai, hoje tem, hoje vou, hoje... Hoje não! Se fosse primeira, quem sabe, mas hoje é segunda.
(Francis Helena Cozta)
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Tradução
As palavras faltam quando na verdade não se sabe o que dizer. Alguns sentimentos, algumas sensações são quase que impossíveis de serem traduzidas em qualquer que seja a forma. Certas coisas de fato não têm definição. Grupo, encontro, identificação. Busca, aprimoramento, estudo.
Sinergia, envolvimento, paixão.
Ritual, magia, arte.
E todo e qualquer porém se esvai. Alcança-se a plenitude dos sentidos, talvez antes jamais sentidos. Uma imensidão de seres, luzes, energias, vibrações, e quem sabe, traduções... Da união de um todo com passado, presente e futuro misturados, pois o tempo perante esse emaranhando de bênçãos, não entra em voga. Um reflexo de alma, de missão, de vocação, de não se sabe o que mais... De algo divino. Conexão orgânica com os mais lindos acordes numa partitura desenhada por anjos e fadas. Talvez essa seja a tradução... A Arte. E tudo então se torna visível, pois ultrapassa, transmuta e realiza. (Francis Helena Cozta)
Foto por Anette Naiman na estréia de Romeu e Julieta no Teatro Garagem.
Foto por Anette Naiman na estréia de Romeu e Julieta no Teatro Garagem.
Meninice
Vivo de suspiros, sofro de lonjuras, potencializo poesias, acrescento espaço no peito e recheio mais o coração. Aumento a meninice e me apaixono mais uma vez. Esqueço os números, os fatos e os porquês. Relembro o bom, o bem, o sim e de mim. Caminho na corda bamba da liberdade e sinto tudo o que posso, o que devo, o que sei e o que vem. Enxergo nos outros o reflexo do que agora está em mim. Convivo inteira e secretamente comigo. Não busco entender, pois não se faz necessário. Eu vou, eu vôo... (Francis Helena Cozta)
Coisas
Nem se sabe como e o que pensar. Não há o que pensar, há um pesar. Doce pesar. Peso que não se pode carregar. Peso, aliás, que torna tudo leve. E torna a sentir as antigas, mas completamente novas sensações. Treze, vinte e três, trinta. Números pesam, números, números e pensamentos, pensamentos e desejos, desejos e coisas. Muita coisa. É o corpo rejuvenescido. Jovialmente instintivo e maduramente necessário. É leve, mas pesa. Quanto maior as asas, mas se pode chocar nos obstáculos. Asas pequenas seriam de mais fácil uso, mas se torna inviável. Vôo efêmero. Se és efêmero que seja intenso. Ah, intensidade, és sempre a que ocasiona o todo de um porque incompreensível. Por ser vontade não está a vontade, ao dispor sim, mas não como se devia. Bom, intenso e efêmero. É leve, mas pesa. É que são muitas coisas. (Francis Helena Cozta)
Dentro
Então a compreensão. Disciplina nada tem a ver com cobrança. Para se ter disciplina é preciso tranquilidade. E mais uma vez, tranquilidade não combina com cobrança. É preciso paz. Tudo é um processo de dentro para fora. A paz de dentro se reflete por fora e cada um como ser individual deve buscar sua paz, para assim transcender e simplesmente transparecer. O seu encontro consigo mesmo é totalmente diferente dos demais. Não se cobre. Não se compare. E não se inspire em algo da internet, não se inspire em mim, não se inspire em ninguém... Inspire-se em você mesmo, traga de dentro de você o que só você sente que te falta para que se sinta completo. Sua luz é única e seus desejos também. Não existem padrões, regras, obrigações, nem pressões. Cada qual com seu tempo, seu amadurecimento e seu entendimento de dentro pra fora. Somos por fora, a transformação iniciada por dentro... Eu não rôo mais as unhas. (Francis Helena Cozta)
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