segunda-feira, 2 de setembro de 2019
Transparente
É que eu sou poeta. É que eu me emociono com uma pequena fagulha de esperança. É que eu amo tanto certas coisas que meu coração às vezes quase explode. É que eu me exponho e me exponho. É que eu penso em fazer diferente, mas minha receita da intuição me grita que assim já está certo e que é tudo bem. É que eu penso que não sei, mas é só porque eu me distraio, pois na verdade eu tenho certeza. É que eu tenho muita vontade e coragem também. É que eu confio. É que mesmo quando eu estou em dúvida, eu continuo tendo certeza. É que o tempo passa e as coisas vão ficando melhores. É que os novos desafios já não doem como os de antes. É que alguns objetivos continuam firmes. É que eu aprendo todos dias, mesmo achando que desperdicei muitos deles. É que a essência permanece intacta, mesmo eu achando que ela se desvirtuou pelo caminho. É que está tudo certo com o caminho. É que eu não me esqueço de lembrar. É que essa imagem do ontem com essa mensagem do hoje é um combo para a Fran do amanhã. Só continua... Continua... Viu como deu certo? Eu já sabia e você também. Parabéns por ter chegando até aqui e ter concretizado. Deu certo! Só te digo uma coisa... Ainda há tanto... Ufa! Obrigada e ainda bem! (Francis Helena Cozta)
quarta-feira, 24 de julho de 2019
Especialista

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#tbt de uma pessoa sem consciência e muito corajosa à beira de fazer 30 anos de idade em 2015 na praia de Miami. E aquele foi um dos anos mais impulsivos, loucos, realizadores e felizes da minha vida!

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Foto do amor da minha vida, louco, inconsequente e feliz Leandro Faria dos Santos
(Não) Aceita
Segura. Assenta. Acalma. Diminui. Tranquiliza. Minimiza... A expectativa, a necessidade, o ímpeto, a
impulsividade, o tom, a urgência, o exagero, o pensamento, a fala, a ação. É que não precisa. Fica mais simples. Aceita a condição. As coisas assim são. Muita chama acaba em cinzas. O comum faz parte. O óbvio é aceito. O normal é... Normal mesmo. Assim talvez seja mais fácil. Muita luminosidade acaba em ofuscamento. Desacelera. Aceita. Normaliza. Cumpre. Interessante experimento racional. Enxergar de uma outra maneira. Apaga a luz. Assopra a vela. (Francis Helena Cozta)
impulsividade, o tom, a urgência, o exagero, o pensamento, a fala, a ação. É que não precisa. Fica mais simples. Aceita a condição. As coisas assim são. Muita chama acaba em cinzas. O comum faz parte. O óbvio é aceito. O normal é... Normal mesmo. Assim talvez seja mais fácil. Muita luminosidade acaba em ofuscamento. Desacelera. Aceita. Normaliza. Cumpre. Interessante experimento racional. Enxergar de uma outra maneira. Apaga a luz. Assopra a vela. (Francis Helena Cozta)
Disposta
É que eu não estou aqui de passagem. Meu coração pulsa na vibração da minha paixão pela vida. Eu vou além e experimento todos os sentimentos que possam existir. Me jogo, me atiro e amo! Caminho na corda bamba olhando pra frente. Me orgulho de cada novo passo. Adoro elogiar os outros e arrancar sorrisos, sou uma pessoa de elogios sempre, absolutamente sempre. Incentivo cada um que passa pelo meu dia. Admiro o trabalho e o esforço do próximo. Sorrio quase 24 horas por dia, mesmo quando algo dói muito e choro de alegria. Quando não sei, digo que não sei e procuro abrir a mente pra tentar entender. Tento, tento e tento. Erro e peço desculpas. Me arrependo. Sinto muita raiva. Meto os pés pelas mãos... Ou não! Aprendo algo novo todo dia. Me entrego de corpo, coração e alma. Não me coloco numa posição superior por achar que sei mais, me disponho como líder motivada pela paixão. O momento que mais aprendo é quando ensino. Entendi que ninguém me deve nada, mas eu devo muitas coisas! Choro de novo, mas dessa vez é porque a gratidão é que transborda. O tempo é bom e tudo passa. E mesmo após tudo isso, de nada sei... Ainda bem, pois assim continuo entregue a paixão, ao tesão, a fé, a vontade, ao querer; Disposta à vulnerabilidade de estar viva! (Francis Helena Cozta)
segunda-feira, 10 de junho de 2019
Elas
A sensação sobe pelas pernas até chegar a nuca. É possível sentir os pêlos dos braços roçarem na manga da blusa de tão arrepiados. Um suspiro longo seguido de uma expiração pela boca, que contém um som de prazer, é algo naturalmente orgânico. O levantar de uma única sobrancelha combina com o sorriso de canto dos lábios, que por sua vez estão mais rubros do que de costume. Há frio na barriga e borboletas no estômago também. Sinto-me inatingível, segura, salva e conscientemente vulnerável. A culpa é inteiramente delas. Entram na minha vida, pedem licença, mas não permissão. Ocupam grande parte dos meus dias e ainda mais dos meus pensamentos. Elas, que chegam, me reviram do avesso, me transformam e se vão sem dizer adeus. Elas... Que me mostram novos caminhos, maneiras diferentes de falar, de andar, de agir, de pensar... De sentir. Elas... O motivo da minha paixão, do meu desejo, do meu tesão. Por elas me dispo de mim mesma com a total consciência de quem sou e de quem posso ser agora com elas em mim. Racionalmente calculada a entrega executada com todo amor que eu possa oferecer, porque elas também são/sou eu. (Francis Helena Cozta)
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sábado, 11 de maio de 2019
Chocho
A linearidade é quase impossível. Na verdade, nem é saudável. É que às vezes as coisas soam como chochas e assim parecem não reluzir o que de mais lindo se tem. É preciso aceitar e compreender momentos e momentos. No processo, a irregularidade é normal e até necessária. Um gráfico com altos, baixos e distintos sentimentos. O que arde, intensifica, vibra, nem sempre é possível, se fosse seria extremamente desgastante talvez. É desafiante estar morno para quem precisa de chama. Amadurecimento e escolha. Está tudo bem e novos começos vêm. (Francis Helena Cozta)
Sapato
É que às vezes as escolhas não são tão óbvias ou tão nítidas como parecem. Sabe aquele sapato? É... Aquele mesmo... Que você economizou durante um tempão para poder comprá-lo, que combina com absolutamente todas as suas roupas, que as pessoas sempre comentam dele quando você usa, que é um modelo único e exclusivo, pois é... Mas ele te machuca tanto, te causa tantas bolhas quando você usa. Às vezes você até tenta esquecer dos machucados e quando olha pra ele todo lindão na sapateira, pensa que da próxima vez que você usar talvez não te machuque tanto, porque você está se acostumando, ou talvez ele possa lacear um pouco, ou até mesmo daria pra usar um esparadrapo, mas mesmo assim ele te incomoda. E assim ele vai ficando lá e você vai ficando triste porque ele é tão perfeito perto dos outros que estão na sapateira, mas você sempre opta por usar o que está do lado dele, mesmo não sendo tão lindo, tão caro, tão vistoso, mas ele é tão confortável que às vezes você até esquece que tem algo nos pés... Ele é tão orgânico e tão adaptável a você. Poxa, mas o que fazer? Deixo essa perfeição de enfeite na sapateira? Mas toda vez que olho pra ele, me causa dor, afinal não consigo usá-lo. Será que jogo fora? Mas ele foi tão caro! Será que dou pra alguém? Mas vou dar um presente usado que pode machucar outra pessoa? De que adianta tê-lo se ele só fica guardado e quando olho pra ele não me vem algo bom na mente, porque mesmo sendo lindo, só me causa dor, até admira-lo começou a causar dor. Muita vezes as coisas, as pessoas, os trabalhos ou as situações são tão “perfeitas” e ao mesmo tempo machucam tanto. A escolha é unicamente nossa! O que faremos com esse sapato? Por muitas vezes se tornarem antagônicas, entre justiça e libertação, a minha escolha é óbvia. (Francis Helena Cozta)
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