segunda-feira, 12 de maio de 2014

Mais

Me pego pensando que sempre que chegamos a um certo ponto, precisamos de mais. 
E isso nunca se cessa. 
Mais trabalho, mais sensações, mais vida e até mais querer. 
Ambição, vontade de crescer, necessidade de mudar... Não importa qual seja a designação dada a esse sentimento, mas ele sempre vem e te faz despertar. 

Perceber que não temos limites, nos faz de fato querer ir além... Além de tudo que já pudemos viver. Somos ridículos quando achamos que estamos certamente onde deveríamos, pois nunca estamos. 
Poderosa a visão quando nós permitimos que ela seja como um espelho para nos vermos tal como somos! 
E como somos grandes, todos somos e queremos mais! 
Livre espírito do querer, da vontade de ir, navegar, voar, conquistar, viajar, conhecer e se auto conhecer. 
Vida sem limites para aquele que tem dentro de si a paixão vivaz por si mesmo e pelo que ama na vida. 
Preciso, necessito, sinto mais e a mais. Nada a ver com pecado ou ganância... Aliás, palavras essas que não fazem parte de um vocabulário tão rico que nem fazem falta. 
Mais brilho, mais emoções, mais vivências, mais conhecimento. 
Mais... Eu quero muito mais e sei que quando me sentir estável novamente, o querer vem com mais e mais força. Não há limite, não existe fim... Me desejo mais... (Francis Helena)

Nós

Pequena grande doce alma irmã!
Amo-te por saber exatamente o que és para mim e o que sou para ti. 
Vida repleta de beleza natural, sinceridade sem igual e amor incondicional. 
Amo-te por te conheceres desde o momento mais alegre de minha vida. 
Amo-te por ser meu referencial de confiança. 
Amo-te pelo fato de simplesmente existir. 
Mulher talentosa, gêmeas na alma, almas vindas de um mesmo lugar... Não poderia existir perfeição maior que meu amor por ti. 
Vá minha princesa, brilhe, mostre tua luz... Ela é só tua e o mundo necessita dela... Eu necessito! 
Vá linda menina, presenteie o mundo com seus dons. 
Vá doce mulher, seja o que tu és onde quiseres e o que quiseres ser! 
Amo-te por todo o passado e o eterno futuro. 
Amo-te por ser quem fui e quem também serei contigo em minha existência. 
Se me perguntares o que é amor verdadeiro, te responderei eternamente: nós. (Francis Helena)

Doce

Aprendi que recordar momentos de felicidade só te faz bem! 
Não tenha medo de sentir-se novamente amado, realizado e inteiro. 
Do que adianta se lembrar do que te fez mal?! 
As lembranças não precisam ser exigentes, elas podem ser e são doces. 
Se você viveu algo feliz, esse sentimento pode ser reavivado sempre, pois ele é seu! 
Se você soube ser feliz, então você saberá ser sempre que quiser. 
Doces lembranças, doce futuro! 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Butterfly

Somos nossos próprios inimigos. A experiência mais libertadora é tirar de você um fardo posto sobre si próprio. Se você o colocou, cabe somente a você tirá-lo dali. A neblina se vai e você percebe que aquele fardo era tão imbecil, pois querer estar onde não se admira não faz o menor sentido. Tudo está leve e agora talvez o mais difícil você consiga enfrentar. O inimaginável. Como é bom ter paz e talvez até borboletas no estômago novamente, ou seria uma butterfly? Não importa, pois o que vale é simplesmente a sensação de estar. Não pensem que é conformismo, pelo contrário, é plenitude. Jamais imaginamos chegar a essa sensação tão límpida, clara, calma, viva sim, mas altamente calma. Percebe-se mais uma vez que está tudo bem. Não há mais comparações infundadas. Velhice, anonimato e outras tantas palavras estão presentes numa mente em mutação. Se for mais uma fase, está tudo mais que bem em vivê-la. Não existem especulações se passará ou não. O que há de se sentir agora prevalece. Adeus fardo maldito. (Francis Helena) 

Do Que Se É

Como o despertar de um sono profundo. Como tirar uma venda dos olhos. Como ver o Sol brilhar depois de muita tempestade. Como sentir o calor após um longo inverno. Como ter esperança. Como ter um sorriso no canto dos lábios. Como ter novamente um segredo. Como querer renascer. Como querer desbravar. Como entender certos e não mais querer entender alguns. Como saber que se é mesmo diferente. Como perceber que realmente o coração esperava por mais. Como romper barreiras. Como se sentir grande. Como não se comparar mais ao incomparável mesmo. Como enxergar o que o fazia medíocre. Como vislumbrar que é possível o nem antes cogitável. Como querer de verdade. Como não ter dúvidas. Como ter certeza do que se é e não de onde ser. Do que se é! (Francis Helena)

Sabotagem

As pessoas te perguntam "porque?" 
Você se pergunta "porque?"
A resposta parece sempre ser "não sei."
Para algumas perguntas aparentemente óbvias, parece não haver respostas. Você tem quase certeza de que não há resposta... Mas há. 
Somos sabotadores de nós mesmos.
Cada indivíduo tem seu processo em cada ramo de sua vida e cabe a cada um desvendar o que oculta esse processo para o auto desenvolvimento. Por vezes simples, por vezes complexo. Em um determinado ramo, simples pra um. No mesmo ramo complexo para outro. Quanta sabedoria há que se ter para tanta compreensão. Ter uma pequena consciência do próprio processo já é um pequeno passo para achar a resposta dos "porquês" para substituir o tal "não sei".
Dentro de si, está claro que "não sei" não é o que se basta e que se sabe de fato resolver tal enigma. E a busca do "porque" se inicia mais uma vez (mesmo já sabendo a intrincica reposta).
(Francis Helena)

29

Ela se veste de céu, o da cor do dia e o da cor da noite também. Ela se vê nova e se sente velha. Ela se vê velha e se sente nova. Ela vê que tudo passa, tudo o que tem de passar é o tudo que passa. O que é dela livremente fica. Ela é princesa, ácida, irônica, mas princesa. Ela ainda sonha... Bobagem... Que sonhos pequenos perto do que ela pode realizar. Ela sabe da vida e de nada sabe. Ela sabe amar, e como amar e mais amada ser. Ela se entrega ao intenso e ao intensivo também. Ela tem 29, não 19. Ela não é menina-mulher, talvez mulher-menina... Não! Ela é mulher. Ela chora de felicidade. Ela ri de tristeza. Ela se realiza com pouco e é boba ao pensar que precisa de muito. Ela escreve porque sente demais. Ela transborda seus adjetivos. Ela é a sanidade personificada na loucura. Ela é artista de alma. Ela se pergunta: hoje estou onde gostaria?! E se responde: Não. Ela se pergunta: hoje sou quem eu gostaria?! E sem a menor dúvida de imediato ela se responde: SIM. (Francis Helena)