quarta-feira, 25 de março de 2015

De Fato

Se de fato atraímos certas pessoas de acordo com o que transmitimos, meu Deus, que pessoas são essas?
Se de fato as coisa vêm no momento certo, meu Deus, que momento é esse? 
Se de fato sentimentos o que precisamos em certo tempo, meu Deus, que sentimentos são esses?
Se de fato colhemos o que plantamos, meu Deus, que colheita é essa? 
Se de fato a recompensa vem quando merecemos, meu Deus, que recompensa é essa?
Se de fato, só amadurecemos quando aprendemos, meu Deus, que amadurecimento é esse?
Se de fato o aprendizado vem com o tempo, meu Deus, que lição é essa?
A vida é exatamente tudo o que você não pode imaginar.
De fato uma ansiedade.
De fato um frio na barriga.
De fato uma mistura entre ser leiga e experiente.
De fato, o novo.
De fato, o querer.
De fato o que deve ser.
De fato o que tem a ver e o que tem haver.
Alma que clama, verdade que chama, cabeça reclama, vida que ama.
Aproveitamento... Completude.
Coragem menina. De fato é chegado o que necessitas. (Francis Helena Cozta)

Precisava

E então a vida te presenteia com exatamente aquilo que você pediu e com o que de fato você precisava no momento. Realmente as recompensas e os encontros da vida vêm na hora exata e muitas vezes o que você achava que queria era diferente do que se merecia e precisava. Mas no fundo você sabia. Sempre pedidos, quando suave e naturalmente feitos (muitas vezes sem que percebamos claramente), são atendidos. Cada um sabe dentro de si o que o completa e o que a própria alma clama. Porque quando a inexistência da dúvida é total, fica óbvio o que deve ser feito. Que o meu medo e a minha ansiedade se transformem em aprendizado e realização. Transformação e agradecimento. De dentro pra fora ou de fora pra dentro. O momento oportuno e a certeza do caminho diferente dos demais. Eu sempre soube, eu já sabia, eu precisava. E agora chega a hora de entender que o merecimento existe, que a recompensa vem sim, que a vida é justa, que as pessoas certas cruzam nosso caminho, que vida lhe presenteia apenas quando se pode desfrutar, que é possível ser muito mais do que se imagina, que não existe a palavra "comparação", que cada ser é mesmo único, e que ainda temos tanto a aprender. (Francis Helena Cozta)

terça-feira, 10 de março de 2015

Troca

O tempo nada cura. 
O que ele faz é te envolver em novas situações para tentar amenizar o que ficou. Admiração por decepção, paixão por compaixão, alma por calma, viver por conviver, diretriz por cicatriz, falar por calar, confiança por insegurança, emoção por aceitação, assim se faz a troca do tempo. E ele continua a passar. Se lembra de esquecer para se esquecer de lembrar. Falta, vazio, e nada se pode fazer. Está tudo bem, contanto que o tempo não se esqueça de mim. (Francis Helena)

Intacto

O que faz uma pessoa se aproximar de outra? Interesses. 
Interesses em comum, interesses parecidos, interesses em algo que lhes agrada quando estão juntas. 
O que as afasta? Desinteresses. Por não mais compactuarem com os mesmos pensamentos, objetivos, ações e reações. 
Doce tempo sábio que sempre nos diz o que já sabemos e nos volta a repetir. 
Amadurecemos, nos interessamos e desinteressamos, mas nossas raízes sempre falarão mais alto que tudo. Nossas virtudes estão nas nossas escolhas e nossa essência defini nosso caráter.
Se interessar por algo é muito bom, e se desinteressar muitas vezes é melhor ainda.
Filho de peixe quase que sempre peixinho é, e isso é um interesse.
Alimentamos nossa vida com nossos interesses diários que quase sempre são os mesmos de tanto tempo atrás.
Amadurecemos, ou não. Mudamos, ou não.
Mas o que somos de mais profundo, permanece intacto!
Linda vida que sempre nos une e nos afasta do que nos é devido. (Francis Helena)

Alguma coisa

Muito blá blá blá. 
Poucas atitudes. 
O nada concreto. 
E a dúvida de sempre. 
Histórias repetidas. 
Cansaço que vem e vem de novo. 
Andar em círculos. 
Desgaste levando ao nada. "Praques" e "porquês". 
Auto destruição e cobrança. 
Paciência é luxo. 
A expressão correta seria "saco cheio" mesmo. 
Ausência de paz. 
E sempre parece que está faltando alguma coisa. 
Quero tudo novo. 
Quero ir embora daqui. (Francis Helena)

Expectativas

Todos amamos o tal "Antes e Depois", ou o famoso "Veja como ela está agora". 
Cada dia percebo o quanto o ser humano é nostálgico, e até mesmo o quanto vivemos de nossos passados. Se tem curiosidade de saber como alguém que não se vê com frequência, ficou após "duros longos anos" e o que o tempo lhe causou. Percebo ainda que se não se corresponde a expectativa da tal curiosidade, ou se esse tal "tempo" aparentemente lhe fez "mal" aos olhos de terceiros, ou ainda se não se está onde projetam que deveríamos estar, é gerada a indignação.
No caminho da vida, passamos por tantas outras que nos cruzam, adquirimos experiência e acumulamos "passados" para continuarmos sendo nostálgicos. Porque essa ideia fixa de que "éramos felizes e não sabíamos"? Isso é ridículo, pois como não perceber a felicidade se ela é de verdade e intensa.
Desculpe, sabemos quando estamos felizes sim. E em relação a corresponder a expectativa de onde estou hoje, só tenho uma coisa a dizer: - Calce meus sapatos, sinta com meu coração, compreenda profundamente a minha missão para então, só assim, tirar sua conclusão. O tempo passa pra todos. Então nos olhemos, nos encaremos, não nos comparemos e sintamos que parecer ou estar, são para as expectativas, agora, SER, é para os raros. (Francis Helena) 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Delfines

Um planejamento de um ano. Muito, mas muito trabalho (que nos levou à exaustão) para que o que se desejava fosse concretizado. Ficar 15 dias longe de casa (acho que não tinha ficado tanto tempo de férias desde o primário, talvez nem no primário), ser recepcionada nos Estados Unidos com uma caipirinha por uma cubana. Passar o réveillon com cubanos, mexicanos, franceses e brasileiros. Falar em espanhol o tempo todo e quase me esquecer de como se fala em português. Andar tanto, tanto, tanto, para ver coisas diferentes. Não dominar de forma alguma o idioma americano, entrar no prédio errado e invadir sem querer o apartamento de um homem que estava com a camiseta do Batmam (minha vergonha era tanta que só me lembro da camiseta e da cara dele com a expressão tipo "o que vocês estão fazendo aqui?!"). Ter anjos enviados por Deus para nos ajudar a nos comunicarmos e até termos carona. Descobrir de fato o verdadeiro significado da palavra "brasileiro" e entender que temos raízes sim. Podemos ser uma mistura de muitos povos, mas a nossa raiz é inconfundível, incomparável e totalmente reconhecível em qualquer lugar do mundo... A alegria. Descobri que somos alegres de alma, fazemos milagres para viver e muitas vezes para sobreviver, o que nos torna extremamente especiais. Estar em um dos maiores navios do mundo. Sambar ao som de Beyonce, isso mesmo, sambei sozinha no palco no centro do navio com a música da Beyonce convidada pelo diretor do cruzeiro pra fazer a alegria das pessoas e mais uma vez mostrar ao mundo o quanto o brasileiro é querido. Quando desci do palco, uma moça de burca (toda coberta) com um filhinho no colo, veio com um sorriso incrível me agradecer pela dança, e eu mais uma vez agradeci a Deus por ser brasileira e pela minha arte. Conhecer o mar dos meus sonhos, e sim, ele é azul escuro (já dizia minha amada Cris Morena : -"hoy el sol sigue saliendo, es azul oscuro el mar, las estrellas brillan tanto y el misterio de volar"), o mar do Caribe. Desde que me entendo por gente, minha viagem dos sonhos sempre foi conhecer o Caribe. E eu estive naquele mar. Ver haitianos cantando, receber massagem de jamaicanas e amar o jeitinho dos mexicanos. Sim, estive no Haiti, na Jamaica e no México também! Amar parecer que estava dentro da série "Dexter" em Miami. Parecer latina para americanos, e americana para latinos. Andar na rua sem medo algum a qualquer horário. Ver mulheres andando sozinhas falando no celular a uma hora da madrugada. Comer tanta comida mexicana estando nos Estados Unidos, ficar por seis horas bebendo margueritas gigantes e fumando narguilé na Lincoln Road e voltar a pé incontáveis quarteirões. Comer e andar, andar e comer, e assim por diante. Me desesperar com as aves que ficam do nosso lado e em cima da gente como se fossem íntimas na praia de Miami e olhar esse outro mar, dessa vez verde água, lindo e renovador. Mas o auge de todo esse vivido, guardado na memória para sempre, foi estar com certos seres de amor... os golfinhos, the Dolphins, los delfines. Nunca esquecerei a sensação de fazer carinho nele, de nadar com ele, ganhar beijo e até ser ensinada por ele como eu deveria fazer para que ele me carregasse. Sim, eu estava longe do instrutor, somente o golfinho e eu, não sabia onde pegar, sou master lesada, comecei até a ficar com medo, e esse bichinho, mais inteligente que eu, me mostrou sem ninguém mandar, com calma, como eu deveria fazer. Um amor inexplicável. Essa foi a minha recompensa. 
Nunca foi fácil para mim conseguir as coisas que sempre quis na vida. Tudo, absolutamente tudo, sempre foi com muito esforço. Nada foi me dado. Tudo sempre foi com tanto suor, que às vezes chega a cansar. Quando se olha de fora, podemos pensar que a grama do vizinho é verde só por ter nascido verde, mas você pode ter certeza que ele regra a grama com disciplina e esforço. Eu me proponho e proponho a você, não só acreditar, mas chegarmos à exaustão de fato para conseguirmos o que julgamos merecer! CORAGEM... Pois o beijo do golfinho é inesquecível e valeu a pena cada sacrifício. Seja firme, imagine seu golfinho e vá beijá-lo! (Francis Helena)